sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

3º debate (o meu) - Redução da Maioridade Penal


 


Dia 16 de dezembro de 2014, nossa última aula de PET e nosso último debate, Redução da Maioridade Penal. Poucas pessoas estiveram presentes além dos grupos que debatiam, mas foi um bate papo (porque apesar de ser debate, estávamos mais batendo um papo do que debatendo propriamente) extremamente interessantes, já que esse é um tema interessante e importante porém um tanto delicado.

O grupo a favor da maioridade penal trouxe algumas charges para iniciar as discussões e fundamentou seus argumentos em dados e casos que aconteceram no país envolvendo menores infratores. Alguns dos argumentos usados por eles foram:

* Se os jovens já podem votar e ser empregados aos 16 anos, porque não podem ser responsabilizados pelos seus atos?

* Os menores infratores aproveitam que eles tem "a lei a favor deles" e cometem os crimes sem medo de serem punidos.

* E além disso, os adultos criminosos "recrutam" esse jovens (que são chamados de buchas) e os usam para cometer os crimes já sabendo dessa lei favorável.

* Trouxeram como exemplo o caso envolvendo o criminoso Champinha em 2003 e o da dentista que foi incendeada por dois menores em 2013.

Nós porém, trouxemos alguns argumentos que rebatiam isso que eles falavam e outros além que os faziam refletir se realmente tais posições são coerentes.

1) Os jovens já são punidos desde os 12 anos através de medidas socioeducativas, porém se essa lei não é aplicada da forma como deveria a culpa não é dos menores infratores e sim do estado que é negligente.

2) Se os menores de 18 são usados para o crime porque a lei é a favor deles, o que garante que os menores de 16 também não serão?

3) E casos como os citados pelo grupo são pequenos perto da quantidade de crimes que acontecem no Brasil, não é correto levar em consideração casos como esse para definir a aprovação de uma lei desta magnitude.

Além desses contra argumentos, trouxemos para a discussão alguns dados e posicionamentos.

* Cerca de 10% de todos os crimes que acontecem no Brasil, são cometidos pelos jovens e adolescentes. Ou seja, a violência que acontece a todo vapor na sociedade não é ocasionada pelos menores, eles não são os principais atores nessa discussão. Além disso, quase 80% dos crimes cometidos pelos jovens são contra o patrimônio, não atentando contra a vida.

* É importante levar em consideração que a condição física, mental e psicológica de uma adolescente de 16 é extremamente complexa, já que esses indivíduos estão passando por um período de transição e amadurecimento, não se pode igualá-los a homens e mulheres formados e "vividos" que já tem uma noção do que é a vida "lá fora".

* Essa medida, se bem analisada, torna-se inconstituicional já que a lei brasileira prevê medidas de proteção a esse grupo da sociedade, medidas que levam a IMPUTABILIDADE e não somente a PUNIÇÃO**. O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) existe justamente para dar apoio e as devidas correções a esses jovens. Se existe um departamento que cuida só deles, é porque esse grupo merece tal atenção.

* A mídia tem um papel de extrema manipulação, porque ela transmite o que lhe é favorável e coloca , direta e indiretamente, certas visões pré-estabelecidas na cabeça da massa, levando-os a apoiar tudo o que é divulgado. Isso ocorre principalmente pelo poder e pelo controle dos grandes sobre os pequenos.

Para o estado é mais fácil esconder do que educar, e não é segredo para ninguém que o que a sociedade precisa é de uma escolarização descente. Não aquele ensino que prepare para o vestibular e para o trabalho, mas aquele que desenvolve a criticidade em cada um, que leve os jovens à reflexão e não somente a aceitação. Educação para tirar das ruas, para mostrar um outro caminho, para levar ao crescimento e desenvolvimento.

Outros pontos foram colocados, mas terminamos o debate confirmando algo que já sabíamos: os jovens não são as vítimas, mas também não são os culpados. Cada esfera da sociedade tem sua parcela de responsabilidade e fugir dela não fará a situação melhorar. É necessário olhar mais de perto, conhecer, viver, entender e tentar ajudar.


**
IMPUTABILIDADE: dar ao sujeito a responsabilidade sobre os atos cometidos e levá-lo, atavés da reflexão, a não repetição de tais atos.
X
IMPUNIDADE: falta de punição.


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Queria agradecer a professora pelo semestre e apesar dos problemas que passamos foi um tempo de aquisição de conhecimento.
Termino meus posts aqui e agradeço aqueles que estiveram acompanhando...
Boas Festas e um 2015 cheio de paz e saúde.
Deus abençoe a todos.










Karen Cristina Oliveira Venancio.
Bacharelado em Lazer e Turismo
Universidade de São Paulo
Escola de Artes, Ciências e Humanidades




 

domingo, 14 de dezembro de 2014

2º Debate - Crise Hídrica em São Paulo



É possível acreditar que essa imagem é de um local na região sudeste do país? É super comum assistir a reportagens falando da falta de chuva no nordeste, nas regiões áridas dos estados de lá, mas no sudeste, ou melhor dizendo, em São Paulo, uma das capitais mais importantes do mundo. Não! É uma situação totalmente atípica e que levanta discussões de todos os lados. É culpa do governo e de sua má gestão dos recursos hídricos do estado? É culpa da sociedade que desperdiça água como se esta fosse um recurso infinito? É a natureza que em seu curso natural não está nas condições propícios para a formação de nuvens de chuva? De quem é a culpa?  
O debate que ocorreu no dia 09/12/2014 é justamente sobre essa dicotomia governo X natureza. Infelizmente, por um erro de comunicação/entendimento não tivemos um debate convencional, pois os dois grupos vieram preparados para argumentar para um mesmo lado. O primeiro grupo que apresentou foi e voltou em muitos argumentos que me deixaram confusa em que lado eles estavam. Refletindo um pouco mais no que havia anotado acredito que eles estavam defendendo que essa crise é uma questão climática e que o governo não tem a parcela de culpa maior. 
Eles começaram o debate apresentando a fala de um professor da unidade USP Butantã que diz que à essa crise hídrica deve-se três fatores:

* O clima - de 2013 para 2014 choveu somente 30% do que era esperado...
* A sociedade - usam a água de forma deliberada sem pensar no fim do recurso...
* O governo - a falta de construção de reservatórios já que a possibilidade dessa situação já havia sido cogitada a tempos atrás...

Por conta desse começo ficou difícil compreender a que rumo seguia a argumentação do primeiro grupo, porém foi interessante poder notar que essa crise não é de responsabilidade única de um dos lados, tudo tem contribuído para isso, claro que uns de forma menos intensa e outros mais. Uma outra fala importante do grupo foi: "o fator principal para a falta d'água é a estiagem cíclica" e explicou com isso a influência que o desmatamento que ocorre na amazônia e no pantanal causam nessa estiagem. Apresentaram diversos dados (que como eles mesmos disseram foi uma estratégia para chamar a atenção dos que estavam lá, mas sem dar-nos a oportunidade de refletir se os mesmos tinham coerência - "vomitaram os dados" rs)

O outro grupo com muito pouco puderam contribuir porque a mesma pesquisa que o primeiro grupos apresentou, eles tinham em mãos, ou seja, mesmos argumentos e mesma linha de pensamento.

Nesse momento a professora interviu e algo que ela disse marcou: "o sujeito é culpado do que faz". Pode parecer óbvio sim, mas o que isso quer dizer é que uma boa parcela da sociedade vem criticando o Geraldo Alkimin pela imprudência quando teve a oportunidade de evitar tal crise, mas essa mesma boa parcela não para e reflete se o tempo que ela tem gastado no banho, se a torneira aberta ao escovar os dentes ou lavar a louça ou se a água desperdiçada ao lavar o quintal ou o carro também não influencia. O quero dizer é, que mesmo ínfima, nós também temos nossa parcela de culpa. E está na hora de deixar a ignorância de lado e tomar para nós a responsabilidade.

~~~ Só pra descontrair...

Sou hiper mega leiga em questões de assuntos políticos e conheço muito pouco do trabalho do Geraldo Alkimin, mas essa imagem precisa estar aqui rsrs'



Obrigada :)

domingo, 30 de novembro de 2014

1º Debate - Bolsa Família

Aula do dia 25/11/2014...




O que vem a sua cabeça ao olhar essa imagem? Algum partido político? Famílias Pobres? Alguma esperança para a sociedade? Pois bem, o 1º debate da nossa disciplina foi justamente sobre isso, as características positivas e negativas  desse programa social do governo federal que já está em vigor a mais de 10 anos. Dois grupos expuseram seus argumentos favoráveis e contrários ao programa, embasados em conteúdos extraídos da academia e senso comum.

O primeiro grupo começou defendendo o programa, e os argumentos utilizados foram:

* o investimento que é feito por pessoa é de R$ 1,00 e o retorno que o governo tem é de R$ 1,70, isso ocorre porque o benefício que é fornecido às famílias volta para o mercado e isso faz com que movimente a economia;

* 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema graças ao benefício;

* 1,7 milhões já abriram mão do benefício por não precisarem mais (com a lógica de que a partir do benefício conseguiram melhorar de vida, podendo assim rejeitá-lo e deixar para outros);

* O benefício traz consigo algumas condicionalidades: os filhos devem estar matriculados e frequentando no mínimo 80% das aulas, estar com a carteira de vacinação em dia, as mães precisam fazer o pré-natal. Isso, segundo o grupo, melhora os índices sociais do país e alavanca a economia;

* Interfere positivamente nos índices de desigualdade.

O segundo grupo argumentos com ideias contrárias, deu-se o seguinte:

* O benefício leva a acomodação dos beneficiários, deixando-os em um estado de mordomia, já que o governo "dá" dinheiro para eles. E isso faz com que a procura por um emprego não se torne necessária;

* É usado somente como uma forma de encobrir e pobreza do país que é tão forte;

* Não visa a melhoria de condição de vida da população, mas tem todo um interesse político por detrás de todas essas ações;

* Não torna-se viável já que as classes média e alta bancam a classe baixa;

* Tendo uma fiscalização ineficaz, o uso do benefício em sua maioria não é para os fins o qual este foi concedido;


Terminada a parte em que os grupos expõem seus argumentos, abriu-se para uma discussão aberta entre a classe. Foi dito que esse auxilio é um "assistencialismo compensatório", pois partindo do princípio que a mãe e seus filhos precisam estar de acordo com certas regras, estas regras impulsionam a melhoria do país e a vida deles. Que o pobre mantem-se em sua condição de subalterno, não tendo oportunidade de crescer. E até mesmo que o que leva o ser humano a condição de sujeito é a responsabilidade e a dignidade que é empregada a ele e que o bolsa família dá a ele essa autonomia.

Entretanto, ficaram algumas questões sem resposta e que no fervor das discussões não puderam ser esclarecidas.

1) Usou a questão da matrícula obrigatória dos filhos como impulsionador da educação, entretanto estar matriculado em uma escola, independente de qual seja,  não determina o nível de qualidade da mesma. Pois o investimento não está sendo nas escolas e no ensino de forma geral, mas sim na família que usa esse dinheiro deliberadamente. Logo, essa relação matriculado X boa qualidade na educação não faz muito sentido.

2) Também foi pontuado o fato de muitos criticarem o benefício do bolsa família mas serem totalmente a favor da Participação de Lucros que os funcionários recebem da empresa (apelidado de "esmola empresarial" no dia do debate). Não acredito que sejam duas questões comparáveis levando em consideração que o funcionário está trabalhando para a empresa e ajudando no desenvolvimento desde e da economia do pais, enquanto os beneficiários do bolsa família não estão contribuindo com o desenvolvimento de nenhum órgão, independente da razão de estarem nessa condição, a questão levantada não se sustenta.

Sem mais...


sábado, 22 de novembro de 2014

Aula do dia 04/11/2014 ...


Situação hipotética: 
"Duas amigas estavam em casa conversando sobre moda e seus artistas favoritos. Uma delas gosta muito da Miley Cyrus e segue todas as tendências que ela lança. A outra amiga é mais neutra e costuma seguir seus próprios looks. Enquanto conversavam a fã da Miley vê a artista na TV com o cabelo cortado bem curto. Elas comentam sobre o novo o visual e ainda que a "amiga neutra" não tenha percebido, a outra ficou extremamente agitada...  
Dois dias depois a fã da Miley chega em casa com o cabelo cortado igual o da artista, a mãe dela questiona: - por que você cortou o cabelo filha? Você disse que gostava dele grande. Ela porém responde: - enjoeei dele... "

Será mesmo que enjoou?

Essa foi uma situação criada apenas para ilustrar o contexto das discussões: a massificação e a padronização de modelos de vida ou de "certos e errados".

É muito comum situações de influência como a citada acima. Com o tempo a sociedade foi classificando o que era certo, errado, belo, feio e isso foi-se espalhando e tornando-se verdade e regra do cotidiano de muitas pessoas. A mídia tem um papel devastador no que diz respeito a isso. Apareceu na TV, nas redes sociais, nos sites de moda, em qualquer fonte pública alguma nova tendência com toda certeza uma boa parcela já começará a se organizar para se adequar aquele novo padrão que muitas vezes dura apenas uma estação. Alguma influência falou algo significante na TV, torna-se verdade para os seguidores daquela pessoa.

Muitos estão perdendo a noção do que querem  ou do que é necessário, e se entregando ao consumo daquilo que parece ser bom e belo para as outras pessoas. Trocam de celular com tanto frequência que não tem nem local para o descarte do anterior, trocam de sapatos, roupas, bolsas com maior velocidade que a luz... É necessidade ou pressão da sociedade? Medo da exclusão? Medo que tirem sarro por possuir um aparelho desatualizado? Mas se isso o faz feliz, vai trocar sua felicidade? Vai pela língua dos outros? Isso permeia no campo da auto confiança. Uma pessoa que confia no seu gosto, que se vê satisfeito com o aparelho que tem e com a roupa que veste de forma alguma se moldará a cada estação...

Porque não os dois certos?


Quem determina se está está certo ou errado? Se as respectivas mulheres se sentem bem da forma como estão vestidas, por que devem mudar? Por um padrão que uma pessoa como elas criou?









O certo ou errado é você quem escolhe com base naquilo que você acredita, não com base no que os outros acreditam por você!


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Só pra descontrair já que falamos de redes sociais...


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Educação X Adestramento e Ensino Mecanizado

Aula do dia 11/11/2014...























É possível identificar semelhança entre essas imagens? 
Em uma breve olhada acredito que vocês vejam uma mãe conversando com o filho (provavelmente depois do mesmo ter aprontado!) e na outra o adestrador com seus cães ensinando alguns comandos... Pois bem, se tratando da educação na sociedade contemporânea essas imagens muito tem a ver uma com a outra.

A sociedade de hoje é caracterizada principalmente pela mecanização do conhecimento, pela padronização dos conceitos e pelo enrijecimento do saber. Nas escolas não há uma preocupação do professor em ensinar o seu aluno e ter a certeza de que este aprendeu e muito menos interesse do aluno em absorver aquilo que está sendo transmitido. Acontece basicamente como uma moeda de troca: o aluno finge que está prestando atenção na aula e que está aprendendo e o professor finge que o aluno tem um bom desempenho e o passa de ano (é assustador ver com que nível de capacidade os alunos chegam às séries mais avançadas, juntamente por terem sido "passados" de ano pelos professores). 

É muito comum também a política da decoreba. Os alunos frequentam as aulas (não necessariamente prestando atenção no conteúdo da mesma) e um dia antes das provas decoram os conceitos principais para conseguir uma nota que o faça fechar o bimestre bem e no final do ano passar sem PP's (Progressão Parcial). A parcela de culpa está dos dois lados, do sistema educacional falho, que tem um programa de apostilas que não ensinam mas somente ocupam o tempo dos alunos fazendo com que dessa forma eles percam a vontade (isso se um dia a tiveram) de aprender, mas também a falta de interesse por parte dos alunos em buscar o conhecimento.

Isso porém torna-se preocupante, tendo em vista a influência que a educação tem na vida de cada um. Porém, não é na educação formal, nas salas de aula dentro de uma escola que o comportamento, o caráter da criança ou do jovem é formado, mas sim dentro de casa, com a influência dos pais sobre a criança.

É nesse contexto que entra a substituição da educação pelo adestramento. Esse termo pode causar estranhamento (causou em mim) mas é exatamente o que acontece. Tentando "educar" os filhos, os pais acabam moldado-os a um sistema ou a comportamentos padrões da sociedade, sem colocá-lo como sujeitos e responsáveis pelos seus atos. Se uma criança adota tal postura, crescerá sabendo que toda ação tem um consequência e essa relação é diretamente proporcional ou seja, se a ação é boa logo a consequência é boa, porém se a ação é ruim a consequência também será.



Sociedade que manipula... 


A especificidade do "Homem Psíquico"

Aula do dia 07/10/2014.

Muitas são as características das diversas "facetas" do homem (homem de direito, social, político, psíquico...), mas o que é interessante analisar são as características do homem psíquico.

Podemos dizer que estudar o homem psíquico e tentar entendê-lo é permear pelo universo da subjetividade, e essa subjetividade é o homem interior, o "eu" e seus sentimento, conflitos e comportamentos. Por se tratar de um estudo sobre o que está dentro do homem, nos seus pensamentos, arraigado na sua personalidade, torna-se mais difícil e complexo, pois é individual e único de cada um tais característica. Cada um tem sua forma de reagir, de analisar, de enxergar as situações, de se relacionar, logo, entendê-lo compete em conhecer suas especificidades.

Toda experiência humana é marcada pelo afeto e esse afeto está inteiramente ligado aos sentidos. É inevitável como os sentidos interferem nas relações que as pessoas estabelecem; olfato, tato, podem tornar boa ou má qualquer experiencia. Podem fazê-las inesquecíveis, marcantes e eternas. E todas essas sensações fazem parte desse homem.

É importante pontuar entretanto, que ao sermos imersos em uma cultura e padrões pré-estabelecidos pela sociedade contemporânea, talvez a espontaneidade e autonomia que são inerentes a esse homem se percam, e ele se veja preso a essa realidade.

Tal autonomia é uma característica ligada ao governo de si mesmo. Logo, aqui que pensamos, fazemos, falamos faz parte da autonomia de nós mesmos e da vontade que temos de fazer ou deixar de fazer alguma coisa.






segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Processo de Zumbificação

Aula do dia 30/09/2014...

Zumbificação... É com quase 100% de certeza que digo que quando toca-se no assunto de zumbis o que vem a nossa mente é esse seriado norte-americano que fez e ainda faz  o maior sucesso com adolescentes, jovens e adultos em sua maioria: The Walking Dead.


A temática da aula perpassou esse contexto dos zumbis da série, mas priorizando o significado do "ser zumbi". Afinal, o que é um zumbi?   O que significa ser um zumbi na sociedade atual? Como as pessoas encaram esses zumbis da contemporaneidade? 
Tudo começou no Haiti com o mito dos zumbis, onde as pessoas acreditavam que era possível trazer os mortos de volta a essa terra, porém sem almas. Os EUA em 1930 se apropria deste mito e produz a primeiro produção cinematográfica sobre zumbis. Há uma divisão de três fases dentro desse contexto, onde os zumbis são apresentados de formas diferentes. A primeira fase apresenta um zumbi voltado para a feitiçaria. Em um segundo momento temos zumbis relacionados com ET's, contexto da guerra fria. Na terceira fase temos os zumbi ligados a contaminação e ataques (The Walking Dead).
Freud diz que até mesmo nos estudos individuais da psicanálise, o Outro interfere, seja positiva ou negativamente, e que não há como vivermos sozinhos, temos a necessidade do Outro. Dessa forma podemos pensar o quanto o outro pode influenciar nas nossas decisões e atitudes. Porque uma forma de relacionar os zumbis com a sociedade atual é esse hábito que foi se enraizando nela de viver conforme O OUTRO dita. Zumbis não tem mai vida, vivem para saciar sua sede por sangue. No caso atual, a sede pode ser representada pela vontade de ser popular, e com isso a pessoa está disposta a qualquer coisa para conseguir alguns olhares; por dinheiro e dessa forma o que o sistema ditar como regra para a obtenção desse dinheiro será feito. Percebemos que pelo desejo de ser alguém ou de ter algo as pessoas de moldam e perdem sua originalidade e individualidade.
Outro exemplo de zumbis que foi apresentado em sala, que não segue a regra do exemplo anterior, mas mostra a dependência como desencadeadora de um processo de zumbificação terrível é a dos usuários de crack. Eles estão "vivendo" para satisfazer um desejo que antes eles não tinham mas que por "N" motivos desenvolveram-na. Lá não há vida, mas uma busca incessante por algo terrivelmente destruidor.
Dessa forma é importante pensar em que ações podem ser desenvolvidas em locais como a cracolância (no caso dos usuários de Crack) e também o que pode ser pensado para pessoas que deixaram de viver para satisfazer o sistema.

Até a próxima.