segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Processo de Zumbificação

Aula do dia 30/09/2014...

Zumbificação... É com quase 100% de certeza que digo que quando toca-se no assunto de zumbis o que vem a nossa mente é esse seriado norte-americano que fez e ainda faz  o maior sucesso com adolescentes, jovens e adultos em sua maioria: The Walking Dead.


A temática da aula perpassou esse contexto dos zumbis da série, mas priorizando o significado do "ser zumbi". Afinal, o que é um zumbi?   O que significa ser um zumbi na sociedade atual? Como as pessoas encaram esses zumbis da contemporaneidade? 
Tudo começou no Haiti com o mito dos zumbis, onde as pessoas acreditavam que era possível trazer os mortos de volta a essa terra, porém sem almas. Os EUA em 1930 se apropria deste mito e produz a primeiro produção cinematográfica sobre zumbis. Há uma divisão de três fases dentro desse contexto, onde os zumbis são apresentados de formas diferentes. A primeira fase apresenta um zumbi voltado para a feitiçaria. Em um segundo momento temos zumbis relacionados com ET's, contexto da guerra fria. Na terceira fase temos os zumbi ligados a contaminação e ataques (The Walking Dead).
Freud diz que até mesmo nos estudos individuais da psicanálise, o Outro interfere, seja positiva ou negativamente, e que não há como vivermos sozinhos, temos a necessidade do Outro. Dessa forma podemos pensar o quanto o outro pode influenciar nas nossas decisões e atitudes. Porque uma forma de relacionar os zumbis com a sociedade atual é esse hábito que foi se enraizando nela de viver conforme O OUTRO dita. Zumbis não tem mai vida, vivem para saciar sua sede por sangue. No caso atual, a sede pode ser representada pela vontade de ser popular, e com isso a pessoa está disposta a qualquer coisa para conseguir alguns olhares; por dinheiro e dessa forma o que o sistema ditar como regra para a obtenção desse dinheiro será feito. Percebemos que pelo desejo de ser alguém ou de ter algo as pessoas de moldam e perdem sua originalidade e individualidade.
Outro exemplo de zumbis que foi apresentado em sala, que não segue a regra do exemplo anterior, mas mostra a dependência como desencadeadora de um processo de zumbificação terrível é a dos usuários de crack. Eles estão "vivendo" para satisfazer um desejo que antes eles não tinham mas que por "N" motivos desenvolveram-na. Lá não há vida, mas uma busca incessante por algo terrivelmente destruidor.
Dessa forma é importante pensar em que ações podem ser desenvolvidas em locais como a cracolância (no caso dos usuários de Crack) e também o que pode ser pensado para pessoas que deixaram de viver para satisfazer o sistema.

Até a próxima.

domingo, 5 de outubro de 2014

Os Surfistas Ferroviários

Boa tarde,
a aula do dia 23/09/2014 teve como temática a questão do risco na contemporaneidade. Os surfistas ferroviários foram usados com exemplo para embasar essa discussão do porque correr riscos e tudo o que envolve tais práticas.

Por que as pessoas correm riscos? Qual sua motivação? Seu objetivo? Vale a pena arriscar a própria vida?
O indivíduo em sua natureza demonstra querer provar algo a alguém, precisa mostrar que sozinho consegue realizar algum feito ou chegar em algum lugar. Talvez seja essa a motivação dos "surfistas contemporâneos", estar lá em cima, correr riscos e passar por eles, mostrar aos outros o quanto ele é poderoso, o quanto ele é capaz de fazer mais do que os demais. É como se fosse uma prova de poder (enpowerment). Esses meninos são em sua maioria de condição humilde e sem muitas oportunidades, e encontram nessa aventura alguma utilidade para a vida. São despretensiosos, não se importam com o que os aguarda em cada viagem, como um deles mesmo diz "se cair e sobreviver vai tentar se salvar, agora se cair e morrer vai ficar lá mesmo". É notável como não há uma valorização da própria vida e da vida dos companheiros.



Estocolmo, Suécia.

Rio de Janeiro


Ainda refletindo sobre a noção de riscos, mas partindo para um outro campo, temos os alpinistas. De uma forma mais formal e dirigida, eles se arriscam pelas montanhas do mundo correndo riscos e batendo records. Por que o fazem? Muitas podem ser as razões: por amor a aventura, pela adrenalina, pela vontade de se superar e superar outros, para provar sua utilidade e poder... Nesse contexto, as mortes também são muitas e as razões interiores nunca serão compreendidas, pois é individual de cada um e a motivação que os levam a estar a temperaturas congelantes e a alturas assombrosas continuará sendo um mistério.








As imagens acima são de um ensaio fotográfico feito pelo fotógrafo suíço Robert Bosch, que reuniu centenas de alpinistas e produziu essas imagens incríveis. Mais imagens no link: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Centenas_de_alpinistas_participam_de_ensaio_fotografico_epico&edt=36&id=379539#!prettyPhoto


Bom, termino esse post por aqui, e coloco uma questão para que fique de reflexão:

"O que é mais importante: a utilidade e o poder ou o significado?"




Hiperconsumo - mudança de valores

Boa noite (na verdade pela hora que é, não sei se já é boa noite ou dia, mas de qualquer OLÁ).
Eu acabei não postando nas datas corretas os outros textos e é por isso que eu estou aqui, mas mostrar que eu aprendi mesmo.

O avanço da tecnologia e o hiperconsumo são temas discutidos em sala que me fizeram refletir posteriormente. A tecnologia veio com tudo e é nítido tal avanço quando observamos a atualização dos aparelhos telefônicos.




Porém, tamanha evolução com espantosa rapidez não está sendo relevante em absoluto para aqueles das classes inferiores. Se, a medida que houvesse a evolução tecnológica houvesse uma "evolução" na vida dessas pessoas, poderíamos estar de todo felizes, mas não é isso que ocorre. Na verdade vem ocorrendo o papel inverso, com tais avanços o desemprego tem aumentado, com isso a distancia entre a classe baixa e a alta torna-se um abismo cada vez mais profundo. E tais condições levam o indivíduo a sentir-se desemparado e desanimado. Sentimento esse que pode levar muitos a "afogar" suas mágoas no ato de gastar em produtos supérfluos e desnecessários, e aí entra o hiperconsumo.
O hiperconsumo não é somente um advento do sentimento de desânimo e desamparo, mas a cultura que a sociedade tem adotado como estilo de vida também influencia as pessoas. Os valores tem sido trocados e não mais a qualidade de vida (conforto, amor, lazer) é prioridade, mas sim a satisfação de ter algo que na verdade não era tão importante para o indivíduo mas que a sociedade, a mídia, o marketing fez parecer importante e necessário.
Acredito eu que deixar-se levar por uma condição que vem sendo criada pela sociedade atual é inerente de cada um, mas essa influência pode ser contida através do auto controle, da centralidade pessoal e do entendimento do que realmente vale a pena no que diz respeito aos bens materiais e as experiências pessoais. Pois no mundo em que vivemos, o capitalismo nos mostra que o capital é importante, mas parte de cada um saber o que é importante.


É questão de escolher!