domingo, 30 de novembro de 2014

1º Debate - Bolsa Família

Aula do dia 25/11/2014...




O que vem a sua cabeça ao olhar essa imagem? Algum partido político? Famílias Pobres? Alguma esperança para a sociedade? Pois bem, o 1º debate da nossa disciplina foi justamente sobre isso, as características positivas e negativas  desse programa social do governo federal que já está em vigor a mais de 10 anos. Dois grupos expuseram seus argumentos favoráveis e contrários ao programa, embasados em conteúdos extraídos da academia e senso comum.

O primeiro grupo começou defendendo o programa, e os argumentos utilizados foram:

* o investimento que é feito por pessoa é de R$ 1,00 e o retorno que o governo tem é de R$ 1,70, isso ocorre porque o benefício que é fornecido às famílias volta para o mercado e isso faz com que movimente a economia;

* 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema graças ao benefício;

* 1,7 milhões já abriram mão do benefício por não precisarem mais (com a lógica de que a partir do benefício conseguiram melhorar de vida, podendo assim rejeitá-lo e deixar para outros);

* O benefício traz consigo algumas condicionalidades: os filhos devem estar matriculados e frequentando no mínimo 80% das aulas, estar com a carteira de vacinação em dia, as mães precisam fazer o pré-natal. Isso, segundo o grupo, melhora os índices sociais do país e alavanca a economia;

* Interfere positivamente nos índices de desigualdade.

O segundo grupo argumentos com ideias contrárias, deu-se o seguinte:

* O benefício leva a acomodação dos beneficiários, deixando-os em um estado de mordomia, já que o governo "dá" dinheiro para eles. E isso faz com que a procura por um emprego não se torne necessária;

* É usado somente como uma forma de encobrir e pobreza do país que é tão forte;

* Não visa a melhoria de condição de vida da população, mas tem todo um interesse político por detrás de todas essas ações;

* Não torna-se viável já que as classes média e alta bancam a classe baixa;

* Tendo uma fiscalização ineficaz, o uso do benefício em sua maioria não é para os fins o qual este foi concedido;


Terminada a parte em que os grupos expõem seus argumentos, abriu-se para uma discussão aberta entre a classe. Foi dito que esse auxilio é um "assistencialismo compensatório", pois partindo do princípio que a mãe e seus filhos precisam estar de acordo com certas regras, estas regras impulsionam a melhoria do país e a vida deles. Que o pobre mantem-se em sua condição de subalterno, não tendo oportunidade de crescer. E até mesmo que o que leva o ser humano a condição de sujeito é a responsabilidade e a dignidade que é empregada a ele e que o bolsa família dá a ele essa autonomia.

Entretanto, ficaram algumas questões sem resposta e que no fervor das discussões não puderam ser esclarecidas.

1) Usou a questão da matrícula obrigatória dos filhos como impulsionador da educação, entretanto estar matriculado em uma escola, independente de qual seja,  não determina o nível de qualidade da mesma. Pois o investimento não está sendo nas escolas e no ensino de forma geral, mas sim na família que usa esse dinheiro deliberadamente. Logo, essa relação matriculado X boa qualidade na educação não faz muito sentido.

2) Também foi pontuado o fato de muitos criticarem o benefício do bolsa família mas serem totalmente a favor da Participação de Lucros que os funcionários recebem da empresa (apelidado de "esmola empresarial" no dia do debate). Não acredito que sejam duas questões comparáveis levando em consideração que o funcionário está trabalhando para a empresa e ajudando no desenvolvimento desde e da economia do pais, enquanto os beneficiários do bolsa família não estão contribuindo com o desenvolvimento de nenhum órgão, independente da razão de estarem nessa condição, a questão levantada não se sustenta.

Sem mais...


sábado, 22 de novembro de 2014

Aula do dia 04/11/2014 ...


Situação hipotética: 
"Duas amigas estavam em casa conversando sobre moda e seus artistas favoritos. Uma delas gosta muito da Miley Cyrus e segue todas as tendências que ela lança. A outra amiga é mais neutra e costuma seguir seus próprios looks. Enquanto conversavam a fã da Miley vê a artista na TV com o cabelo cortado bem curto. Elas comentam sobre o novo o visual e ainda que a "amiga neutra" não tenha percebido, a outra ficou extremamente agitada...  
Dois dias depois a fã da Miley chega em casa com o cabelo cortado igual o da artista, a mãe dela questiona: - por que você cortou o cabelo filha? Você disse que gostava dele grande. Ela porém responde: - enjoeei dele... "

Será mesmo que enjoou?

Essa foi uma situação criada apenas para ilustrar o contexto das discussões: a massificação e a padronização de modelos de vida ou de "certos e errados".

É muito comum situações de influência como a citada acima. Com o tempo a sociedade foi classificando o que era certo, errado, belo, feio e isso foi-se espalhando e tornando-se verdade e regra do cotidiano de muitas pessoas. A mídia tem um papel devastador no que diz respeito a isso. Apareceu na TV, nas redes sociais, nos sites de moda, em qualquer fonte pública alguma nova tendência com toda certeza uma boa parcela já começará a se organizar para se adequar aquele novo padrão que muitas vezes dura apenas uma estação. Alguma influência falou algo significante na TV, torna-se verdade para os seguidores daquela pessoa.

Muitos estão perdendo a noção do que querem  ou do que é necessário, e se entregando ao consumo daquilo que parece ser bom e belo para as outras pessoas. Trocam de celular com tanto frequência que não tem nem local para o descarte do anterior, trocam de sapatos, roupas, bolsas com maior velocidade que a luz... É necessidade ou pressão da sociedade? Medo da exclusão? Medo que tirem sarro por possuir um aparelho desatualizado? Mas se isso o faz feliz, vai trocar sua felicidade? Vai pela língua dos outros? Isso permeia no campo da auto confiança. Uma pessoa que confia no seu gosto, que se vê satisfeito com o aparelho que tem e com a roupa que veste de forma alguma se moldará a cada estação...

Porque não os dois certos?


Quem determina se está está certo ou errado? Se as respectivas mulheres se sentem bem da forma como estão vestidas, por que devem mudar? Por um padrão que uma pessoa como elas criou?









O certo ou errado é você quem escolhe com base naquilo que você acredita, não com base no que os outros acreditam por você!


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Só pra descontrair já que falamos de redes sociais...


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Educação X Adestramento e Ensino Mecanizado

Aula do dia 11/11/2014...























É possível identificar semelhança entre essas imagens? 
Em uma breve olhada acredito que vocês vejam uma mãe conversando com o filho (provavelmente depois do mesmo ter aprontado!) e na outra o adestrador com seus cães ensinando alguns comandos... Pois bem, se tratando da educação na sociedade contemporânea essas imagens muito tem a ver uma com a outra.

A sociedade de hoje é caracterizada principalmente pela mecanização do conhecimento, pela padronização dos conceitos e pelo enrijecimento do saber. Nas escolas não há uma preocupação do professor em ensinar o seu aluno e ter a certeza de que este aprendeu e muito menos interesse do aluno em absorver aquilo que está sendo transmitido. Acontece basicamente como uma moeda de troca: o aluno finge que está prestando atenção na aula e que está aprendendo e o professor finge que o aluno tem um bom desempenho e o passa de ano (é assustador ver com que nível de capacidade os alunos chegam às séries mais avançadas, juntamente por terem sido "passados" de ano pelos professores). 

É muito comum também a política da decoreba. Os alunos frequentam as aulas (não necessariamente prestando atenção no conteúdo da mesma) e um dia antes das provas decoram os conceitos principais para conseguir uma nota que o faça fechar o bimestre bem e no final do ano passar sem PP's (Progressão Parcial). A parcela de culpa está dos dois lados, do sistema educacional falho, que tem um programa de apostilas que não ensinam mas somente ocupam o tempo dos alunos fazendo com que dessa forma eles percam a vontade (isso se um dia a tiveram) de aprender, mas também a falta de interesse por parte dos alunos em buscar o conhecimento.

Isso porém torna-se preocupante, tendo em vista a influência que a educação tem na vida de cada um. Porém, não é na educação formal, nas salas de aula dentro de uma escola que o comportamento, o caráter da criança ou do jovem é formado, mas sim dentro de casa, com a influência dos pais sobre a criança.

É nesse contexto que entra a substituição da educação pelo adestramento. Esse termo pode causar estranhamento (causou em mim) mas é exatamente o que acontece. Tentando "educar" os filhos, os pais acabam moldado-os a um sistema ou a comportamentos padrões da sociedade, sem colocá-lo como sujeitos e responsáveis pelos seus atos. Se uma criança adota tal postura, crescerá sabendo que toda ação tem um consequência e essa relação é diretamente proporcional ou seja, se a ação é boa logo a consequência é boa, porém se a ação é ruim a consequência também será.



Sociedade que manipula... 


A especificidade do "Homem Psíquico"

Aula do dia 07/10/2014.

Muitas são as características das diversas "facetas" do homem (homem de direito, social, político, psíquico...), mas o que é interessante analisar são as características do homem psíquico.

Podemos dizer que estudar o homem psíquico e tentar entendê-lo é permear pelo universo da subjetividade, e essa subjetividade é o homem interior, o "eu" e seus sentimento, conflitos e comportamentos. Por se tratar de um estudo sobre o que está dentro do homem, nos seus pensamentos, arraigado na sua personalidade, torna-se mais difícil e complexo, pois é individual e único de cada um tais característica. Cada um tem sua forma de reagir, de analisar, de enxergar as situações, de se relacionar, logo, entendê-lo compete em conhecer suas especificidades.

Toda experiência humana é marcada pelo afeto e esse afeto está inteiramente ligado aos sentidos. É inevitável como os sentidos interferem nas relações que as pessoas estabelecem; olfato, tato, podem tornar boa ou má qualquer experiencia. Podem fazê-las inesquecíveis, marcantes e eternas. E todas essas sensações fazem parte desse homem.

É importante pontuar entretanto, que ao sermos imersos em uma cultura e padrões pré-estabelecidos pela sociedade contemporânea, talvez a espontaneidade e autonomia que são inerentes a esse homem se percam, e ele se veja preso a essa realidade.

Tal autonomia é uma característica ligada ao governo de si mesmo. Logo, aqui que pensamos, fazemos, falamos faz parte da autonomia de nós mesmos e da vontade que temos de fazer ou deixar de fazer alguma coisa.