Aula do dia 25/11/2014...
O que vem a sua cabeça ao olhar essa imagem? Algum partido político? Famílias Pobres? Alguma esperança para a sociedade? Pois bem, o 1º debate da nossa disciplina foi justamente sobre isso, as características positivas e negativas desse programa social do governo federal que já está em vigor a mais de 10 anos. Dois grupos expuseram seus argumentos favoráveis e contrários ao programa, embasados em conteúdos extraídos da academia e senso comum.
O primeiro grupo começou defendendo o programa, e os argumentos utilizados foram:
* o investimento que é feito por pessoa é de R$ 1,00 e o retorno que o governo tem é de R$ 1,70, isso ocorre porque o benefício que é fornecido às famílias volta para o mercado e isso faz com que movimente a economia;
* 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema graças ao benefício;
* 1,7 milhões já abriram mão do benefício por não precisarem mais (com a lógica de que a partir do benefício conseguiram melhorar de vida, podendo assim rejeitá-lo e deixar para outros);
* O benefício traz consigo algumas condicionalidades: os filhos devem estar matriculados e frequentando no mínimo 80% das aulas, estar com a carteira de vacinação em dia, as mães precisam fazer o pré-natal. Isso, segundo o grupo, melhora os índices sociais do país e alavanca a economia;
* Interfere positivamente nos índices de desigualdade.
O segundo grupo argumentos com ideias contrárias, deu-se o seguinte:
* O benefício leva a acomodação dos beneficiários, deixando-os em um estado de mordomia, já que o governo "dá" dinheiro para eles. E isso faz com que a procura por um emprego não se torne necessária;
* É usado somente como uma forma de encobrir e pobreza do país que é tão forte;
* Não visa a melhoria de condição de vida da população, mas tem todo um interesse político por detrás de todas essas ações;
* Não torna-se viável já que as classes média e alta bancam a classe baixa;
* Tendo uma fiscalização ineficaz, o uso do benefício em sua maioria não é para os fins o qual este foi concedido;
Terminada a parte em que os grupos expõem seus argumentos, abriu-se para uma discussão aberta entre a classe. Foi dito que esse auxilio é um "assistencialismo compensatório", pois partindo do princípio que a mãe e seus filhos precisam estar de acordo com certas regras, estas regras impulsionam a melhoria do país e a vida deles. Que o pobre mantem-se em sua condição de subalterno, não tendo oportunidade de crescer. E até mesmo que o que leva o ser humano a condição de sujeito é a responsabilidade e a dignidade que é empregada a ele e que o bolsa família dá a ele essa autonomia.
Entretanto, ficaram algumas questões sem resposta e que no fervor das discussões não puderam ser esclarecidas.
1) Usou a questão da matrícula obrigatória dos filhos como impulsionador da educação, entretanto estar matriculado em uma escola, independente de qual seja, não determina o nível de qualidade da mesma. Pois o investimento não está sendo nas escolas e no ensino de forma geral, mas sim na família que usa esse dinheiro deliberadamente. Logo, essa relação matriculado X boa qualidade na educação não faz muito sentido.
2) Também foi pontuado o fato de muitos criticarem o benefício do bolsa família mas serem totalmente a favor da Participação de Lucros que os funcionários recebem da empresa (apelidado de "esmola empresarial" no dia do debate). Não acredito que sejam duas questões comparáveis levando em consideração que o funcionário está trabalhando para a empresa e ajudando no desenvolvimento desde e da economia do pais, enquanto os beneficiários do bolsa família não estão contribuindo com o desenvolvimento de nenhum órgão, independente da razão de estarem nessa condição, a questão levantada não se sustenta.
Sem mais...

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